A primeira fase da Fuvest 2027, realizada no último domingo (1º), alcançou um marco histórico: a menor taxa de abstenção já registrada pelo vestibular da Universidade de São Paulo (USP). Ao todo, apenas 6,4% dos candidatos inscritos não compareceram aos locais de aplicação da prova.
O percentual confirma uma tendência de maior presença dos vestibulandos em comparação aos anos anteriores. Em 2024, a taxa de ausentes havia sido de 7,4%, subindo para 9,1% no exame de 2025.
Segundo o secretário-geral da USP, Gustavo Ferraz de Campos Monaco, a adesão efetiva dos estudantes superou as edições passadas mesmo diante da variação no total de inscritos.
“Tivemos a menor abstenção da história para a primeira fase: 6,4% dos candidatos. O exame registrou uma diminuição de 5% no número de candidatos em relação ao ano passado, mas, em números absolutos, tivemos mais pessoas presentes fazendo a prova do que nos anos anteriores”, destacou Monaco.
Dos 106.165 candidatos inscritos nesta edição, 6.834 deixaram de realizar a avaliação. No estado de São Paulo, o índice de ausência ficou em 7,2%, enquanto a cidade de Fortaleza registrou a maior taxa entre os locais de prova fora do estado, com 9%.
Atrasos no transporte sobre trilhos em SP e imprevistos de saúde
Apesar do balanço positivo de presença, a realização do exame registrou intercorrências pontuais no transporte público e na saúde de candidatos.
Na Região Metropolitana de São Paulo, falhas operacionais e problemas na circulação das linhas 11-Coral da CPTM e 7-Rubi da CPTM impactaram o deslocamento de vestibulandos. Em Mogi das Cruzes, um grupo de estudantes chegou cerca de cinco minutos após o fechamento dos portões devido aos atrasos na Linha Coral. A organização da Fuvest reforçou que a regra de horário é rígida.
“Houve um problema em Mogi das Cruzes, devido a uma ocorrência na Linha Coral. Os candidatos chegaram entre cinco e seis minutos depois do fechamento dos portões. Não reabrimos os portões em hipótese alguma e não haverá reaplicação das provas”, explicou o secretário-geral.
Outro registro de destaque ocorreu em Ribeirão Preto, no interior paulista, onde um volume atípico de vestibulandos precisou de atendimento médico de emergência durante a aplicação da prova após apresentarem mal-estar intestinal e crises de vômito. A instituição informou que os casos foram concentrados em locais específicos da cidade e que investiga a possibilidade de contaminação por água ou alimentos consumidos na região.
