A educadora paulista Débora Garofalo foi reconhecida, em fevereiro, como a professora mais influente do mundo pela Varkey Foundation, organização internacional responsável pelo prêmio conhecido como o “Nobel da Educação”.
Em cerimônia realizada em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, Débora recebeu o título inédito de Global Teacher Influencer of the Year, criado para destacar docentes que utilizam as redes sociais como ferramenta de ampliação da aprendizagem para além da sala de aula.

O reconhecimento reforça uma trajetória marcada pela inovação pedagógica e pelo compromisso com a escola pública. Em 2019, ela já havia sido finalista do Global Teacher Prize, tornando-se a primeira mulher brasileira e da América do Sul a alcançar essa posição.
Graduada em Letras e Pedagogia, mestre em Linguística Aplicada pela PUC-SP e com formação internacional como Fab Learn Fellow pela Columbia University (EUA), Débora ganhou projeção ao desenvolver, em 2015, um projeto de ensino de robótica com sucata em uma escola municipal da periferia de São Paulo.
A iniciativa envolveu estudantes de 6 a 14 anos na construção de protótipos com materiais recicláveis, abordando conceitos de montagem de motores, circuitos e programação. Além de promover aprendizagem tecnológica, o projeto contribuiu para o reaproveitamento de cerca de uma tonelada de resíduos.
A metodologia recebeu prêmios nacionais e internacionais, foi tema de publicações da própria educadora e influenciou a formulação de políticas públicas em São Paulo e em outros estados, como Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Atualmente, Débora atua como palestrante e consultora, apoiando educadores e instituições na implementação de práticas voltadas aos desafios contemporâneos.
Para o Sinpro Mogi e Região o reconhecimento internacional de uma professora brasileira evidencia o potencial transformador da nossa educação. Quando há investimento, autonomia pedagógica e valorização profissional mostramos que também na educação somos uma potência mundial.
Experiências inovadoras, como a desenvolvida por Débora Garofalo, demonstram que a escola pode ser espaço de criatividade, inclusão tecnológica e protagonismo estudantil — desde que respaldada por políticas estruturadas e condições adequadas de trabalho docente.
Valorizar o magistério é reconhecer que a transformação social passa, necessariamente, pela educação.


